As regiões dos vinhos portugueses

Douro

O Douro está dividido em três grandes sub-regiões: o Baixo Corgo; o Cima Corgo e o Douro Superior. A sua paisagem é marcada pelo esforço do homem em dominar solos inóspitos, particularmente difíceis de trabalhar. São muito duros, a maioria compostos por xisto e também algum granito, característica agravada pela forte inclinação do terreno. As vinhas estão dispostas em socalcos, em patamares e ao alto. Este desenho da paisagem pela mão do homem contribuiu para que o Douro Vinhateiro fosse considerado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 2001.

Vinhos Verdes

Porque é que se chama ao Minho região dos Vinhos Verdes? A região é húmida, favorece a vegetação exuberante, mas não será por isso que se chama assim. No passado, a tradicional condução da vinha não contribuía para o amadurecimento uniforme das uvas, daí muitos dos cachos serem apanhados ainda verdes, dando origem a vinhos ácidos. A modernização da viticultura e das adegas alterou esse cenário. Hoje, os vinhos são leves, frescos e muito equilibrados. Situada a noroeste de Portugal, é uma das regiões mais famosas do país.

Lisboa

Tal como aconteceu com a ex-região vitivinícola do Ribatejo, a Estremadura alterou há mais de dez anos o seu nome para Lisboa, por ser a capital de Portugal, e um nome sonante, mais reconhecível e apelativo para os mercados externos. Situada na costa Oeste de Portugal, é uma terra de diversidade. A paisagem, caracterizada pelo ondulado do relevo e pela presença das serras de Aire, Candeeiros, Montejunto e Sintra, tem vinhas cultivadas entre os dez e os trezentos metros de altura. O clima é temperado com influência atlântica e solos diversos dão origem a vinhos diferenciadores.

Tejo

Para se tornar mais visível, o Ribatejo ganhou em 2009 uma nova indicação geográfica e passou a chamar-se Tejo, um nome marcante por ser um dos principais rios portugueses, reconhecido a nível nacional e internacional. Situada no centro de Portugal, a região é dominada pelo rio, por pequenos montes e extensas planícies, grandes explorações agrícolas, uma diversidade de solos e climas, e a produção de vinhos de boa qualidade. Com perfis diferenciados, consoante as castas e os solos onde são plantadas, os vinhos do Tejo são maioritariamente aromáticos, jovens, frescos e frutados.

Península de Setúbal

É rodeada pelo oceano Atlântico e pelos rios Tejo e Sado. A região, situada a sul de Lisboa, tem algumas diferenças a nível orográfico, mas a viticultura é homogénea. As vinhas encontram-se distribuídas por praticamente toda a região, mas a maior parte está sediada em zonas planas, à exceção das vinhas situadas nas encostas da serra da Arrábida. Os solos são pobres, argilo-calcários e maioritariamente arenosos, abrangendo terras planas ou com suaves ondulações. O clima é mediterrânico e temperado.

Alentejo

A história vitivinícola do Alentejo é já muito antiga, mas só nas últimas décadas ganhou força, sendo a maior região produtora de vinho do país e a que mais certifica com Denominação de Origem. Aromático e frutado, o vinho do Alentejo é o preferido do consumidor português. O clima desta região é temperado, com características mediterrânicas e continentais. O relevo predominante é a planície, mas na zona de Portalegre as vinhas são plantadas nas encostas da Serra de São Mamede. Os solos predominantes são de origem granítica, com manchas de derivados de xisto e rochas com quartzo.

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