Reabertura das escolas: regresso à normalidade, mas com cuidados!

Um novo ano letivo está prestes a começar e com ele surgem algumas novidades comparativamente aos dois anos letivos anteriores: um regresso às aulas e reabertura de escolas com normalidade, após dois anos de pandemia e confinamento.

Mas claro: há certos cuidados que devem ser mantidos!

Regresso ao modelo anterior à pandemia

Início do Ano Letivo

Efetivamente, e de acordo com o Ministério da Educação, no novo ano letivo, a reabertura de escolas dá-se com o calendário escolar conhecido já para dois anos letivos consecutivos: 2022/23 e 2023/24.

Cuidados a manter

Embora já não se esteja em confinamento, há que se manter certos cuidados, no que toca à proteção contra a Covid-19. Isto porque, apesar de o número de casos estar em decréscimo, ainda existem números significativos de novas infeções por Covid-19, ou seja, a doença não deixou de existir.

Porém, de acordo com as últimas indicações do Ministério da Educação e da DGS, no ano letivo 2022/23 deixa de se verificar a necessidade de horários desfasados, bem como a entrada e saídas diferenciadas, deixando por isso, no contexto atual, de se encontrarem previstas “medidas específicas para as escolas”.

O que muda de 2021/22 para 2022/23?

  • O regresso à normalidade, em que a reabertura das escolas acontece com o calendário escolar nos moldes anteriores à pandemia;
  • As aulas passam a ser totalmente presenciais;
  • O uso de máscara deixa de ser obrigatório em estabelecimentos escolares;
  • A distância de segurança anteriormente prevista, bem como a adoção de outras medidas anticovid, deixa de vigorar, seja em salas de aula, seja em espaços exteriores.

As crianças devem continuar a usar máscara?

O SNS prevê o uso obrigatório de máscara, para pessoas com idade superior a 10 anos, em determinados estabelecimentos específicos, onde os estabelecimentos escolares não se enquadram.

Assim sendo, e devido à não obrigatoriedade do uso de máscara para as crianças, cabe aos pais/responsáveis a decisão do uso da mesma tendo em consideração o ambiente em que se encontrem.

Vacinação

No decorrer do ano letivo 2021/22, as crianças começaram a ser chamadas para a vacinação:

A DGS continua a recomendar a vacinação das crianças, que “reduz o risco de infeção por COVID-19 e aumenta a proteção contra a doença grave”. Por isso, caso os seus filhos ainda não estejam vacinados, continua a ser possível usar a modalidade casa aberta, em centros de vacinação e/ou centros de saúde.  

Como prevenir doenças virais?

No início do surto de COVID-19, a crença era de que o vírus não afetava crianças, mas com o passar do tempo ficou claro que as crianças também desenvolvem sintomas clínicos como resultado de contrair COVID-19, embora, geralmente, apresentem sintomas respiratórios leves (ou não os apresentem de todo), sendo a cura rápida.

De qualquer forma, deve-se ter em consideração certos cuidados, entre eles, a vacinação aconselhada pela DGS, bem como o uso de máscara em estabelecimentos específicos. Afinal, de acordo com as autoridades de saúde, neste momento, “compete a cada um o cumprimento de medidas não farmacológicas de prevenção de infecção”.

Sendo a Covid uma doença viral, tal como a gripe, nunca é demais ensinar as crianças a protegerem-se das doenças virais que surgem, particularmente, no inverno.  

Dicas para evitar doenças virais:

Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao WC.

Evite partilhar itens pessoais, e copos e talheres.

Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.

Cobrir a sua boca e o nariz - uma boa higiene inclui a prática antiga de cobrir a boca e o nariz sempre que tosse ou espirra.

Ter a vacinação em dia.

Usar a máscara em estabelecimentos de saúde, tais como  farmácias, centros de saúde, unidades hospitalares, clínicas, consultórios ou serviços de saúde oral, bem como em transportes coletivos de passageiros, como autocarros.

Efeito socioemocional da pandemia Covid-19 na educação

Após dois anos consecutivos de pandemia, a Assembleia da República deliberou, em abril de 2021, solicitar ao Conselho Nacional de Educação (CNE) um estudo sobre os efeitos da pandemia COVID-19 na educação, desigualdades e medidas de equidade.

Entre outras abordagens, o estudo realizado previu:

  • As principais desigualdades nas aprendizagens e nos percursos escolares, e que podem afetar as expectativas de sucesso escolar e de futuro das crianças e dos jovens.
  • As dificuldades encontradas nos processos de ensino-aprendizagem no contexto da pandemia.

Como resultados, entre outros, verificaram-se:

escassez de recursos

Constrangimentos mais sentidos: escassez de recursos, nomeadamente humanos (designadamente pessoas com formação em saúde mental), financeiros, físicos ou técnicos.

alterações no processo de ensino-aprendizagem

As alterações no processo de ensino-aprendizagem foram dificultadas por problemas estruturais existentes em Portugal, relacionados com os desenvolvimentos tecnológicos e a crescente digitalização.

Dificuldades encontradas no processo: competências digitais (os equipamentos informáticos e o acesso à Internet não se encontram generalizados na população portuguesa).

hiato socioeconómico

A crise pandémica revelou um hiato socioeconómico em termos do acesso, por parte dos estudantes, às tecnologias digitais.

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