O que aprendemos com o novo coronavírus?

Os dois últimos anos que vivemos serão, seguramente, estudados ao detalhe por epidemiologistas e historiadores no decorrer das próximas décadas. Não é para menos: a pandemia mudou radicalmente a nossa forma de viver e, para já, promete continuar a marcar o nosso quotidiano. Neste contexto, são várias as lições que aprendemos com o novo coronavírus e que certamente não esqueceremos. Reunimos quatro desses preciosos ensinamentos.

novos heróis

Novo coronavírus, novos heróis

Há quase dois anos, o difícil momento que atravessámos fez-nos olhar com mais atenção para algumas áreas vitais. A crise sanitária certamente colocou em evidência a importância dos profissionais de saúde e a de trabalhadores essenciais como agricultores, funcionários de supermercados, motoristas, homens do lixo ou polícias, que arriscaram a sua saúde para que continuássemos a ter serviços básicos. Devemos, agora, continuar a reconhecer a relevância de tantos que tomávamos por garantidos.

Hábitos de higiene física e mental

Hábitos de higiene física e mental

A entrada da COVID-19 nas nossas vidas fez-se acompanhar da implementação de alguns hábitos novos. Os mais óbvios foram os comportamentos essenciais à proteção da saúde física de todos (a nossa e a de quem nos rodeia), como a lavagem frequente das mãos, a etiqueta respiratória e a limpeza do nosso espaço. Também a forma de trabalhar mudou e o teletrabalho veio abrir-nos algumas oportunidades para o futuro. No entanto, uma das lições mais cruciais que aprendemos com o novo coronavírus, e que devemos levar para o futuro, é o cuidado com a saúde mental. Desmistificar e priorizar o self-care é fundamental para combatermos outra epidemia: a da depressão e da ansiedade.

O poder da solidariedade

O poder da solidariedade

A COVID-19 expôs, mais do que nunca, a importância de cuidarmos uns dos outros. Neste contexto, todos os pequenos gestos contam. Os grupos que se organizaram para ajudar vizinhos mais vulneráveis ou pessoas em situação de sem-abrigo, por exemplo, mostraram que, mesmo em tempos de confinamento, ninguém deve ser uma ilha.

Assim, é crucial que continuemos a lembrar-nos da importância de prestar auxílio às populações mais vulneráveis, não esquecendo que, em Portugal, mais de 1,6 milhões de pessoas vive abaixo do limiar da pobreza, situação que se agravou com a pandemia.

A importância dos nossos

A importância dos nossos

A pandemia obrigou-nos a arranjar formas criativas de lidar com a distância e a ausência. Neste âmbito, as possibilidades oferecidas pelo universo digital revelaram-se fundamentais. O processo de digitalização viabilizou o teletrabalho e o ensino a distância, por exemplo. Mas também nos permitiu manter o contacto com aqueles que, estando longe, queríamos manter por perto.

Apesar da importância deste recurso, o confinamento ensinou-nos que a vivência digital — da escola, do trabalho ou das relações afetivas, por exemplo — é apenas uma pálida imagem da vivência presencial de todas essas dimensões da vida.

Num momento em que atravessamos o desafio de reencontrar a normalidade, é fundamental que mantenhamos em mente os cuidados e também tudo o que aprendemos com o novo coronavírus. Acima de tudo, importa fortalecer os laços de solidariedade que nos ligam, para que ninguém fique para trás. Seja um agente de saúde pública.

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