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Salmão ou Salmão do Atlântico (Salmo salar)
O Salmão do Atlântico pode atingir um comprimento de 150 cm e 35 kg de peso, pertence à família dos salmonídeos (Salmonidae), e é também designado simplesmente por salmão. Vive essencialmente no Atlântico Norte, dado que prefere as águas frias e ricas em oxigénio. Para a desova, o salmão percorre longas distâncias, subindo os rios da Europa e da América do Norte, onde eles próprios eclodiram dos ovos. No final desta "peregrinação" extremamente longa, o salmão deposita os ovos para que os machos os possam fecundar. A fêmea escolhe um local apropriado com fundo arenoso ou cascalhoso, abrindo um buraco para a desova, batendo com a cauda no solo. Ali deposita uma porção de óvulos amarelos, do tamanho de ervilhas, que são fecundados pelo macho e que os volta a cobrir com areia.
Os juvenis eclodem após um período que varia entre um a cinco meses, em função da temperatura da água. A maioria dos juvenis migra para o mar quando atinge 10 a 19 cm de comprimento. Durante a descida, as cores vão-se alterando. O dorso fica escuro e os flancos laterais adquirem um brilho prateado. Depois de alcançar o mar ganha rapidamente peso. Na sua qualidade de predador, alimenta-se de peixes pequenos e crustáceos. Após uma estadia de 2 a 3 anos em águas salgadas, o salmão regressa às águas originais para desovar.
Hoje em dia a maioria do salmão é proveniente de aquacultura. O salmão é alimentado em grandes cativeiros de rede até atingir 3 a 4 kg, peso indicado para o abate. Estes cativeiros situam-se nas costas da Noruega, da Irlanda, do Chile, da Nova Zelândia, das Ilhas de Shetland e América do Norte.
O salmão que provém de aquacultura apresenta um teor de matéria gorda mais elevado quando comparado com o salmão selvagem, pelo que se torna especialmente indicado para dar origem ao salmão fumado.
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